Permanência de Kubica na Fórmula 1 em 2020 é incerta

A permanência de Robert Kubica no grid da Fórmula 1 em 2020 é cada vez menor, embora os movimentos nos bastidores mantenham a ideia de incógnita. O polonês voltou para categoria este ano após oito anos de ausência, muito graças ao patrocínio da PKN Orlen.

O dinheiro do patrocínio garantiu uma vaga em um dos cockpits da Williams, mas não foi o suficiente para entregar um carro competitivo. Aliado aos problemas da equipe, o próprio Kubica teve dificuldades de adaptação, já que o acidente de rali, que paralisou sua carreira, deixou como sequelas graves problemas de mobilidade no braço direito. 

Chefe da equipe, Claire Williams diz estar feliz com Kubica, e tem relevado o fato de ele passar boa parte da temporada atrás do companheiro George Russell, um estreante no circuito. Mas a felicidade da Williams pode mudar de lado de acordo caso um novo patrocinador desembarque no time inglês.

Por sua vez, Kubica fica no aguardo de uma resolução, e em um evento na Polônia se mostrou consciente das incertezas que envolvem seu nome. “Eu não sei o que vou fazer em 2020. Ainda não há detalhes. Há planos, mas nem tudo depende de mim. Vamos ver o que acontece. A situação é como em todos os outros anos – é necessário ser paciente”.

Mercedes faz dobradinha na liderança do primeiro dia de treinos livres da F1

O primeiro dia de treinos livre do GP da Austrália – noite, para nós aqui no Brasil – mostra uma Mercedes afinada para a temporada 2019. A dupla da equipe alemã, Lewis Hamilton e Valteri Bottas esteve a frente das concorrentes, marcando os dois melhores tempos.

Uma previsão mostrou-se realidade: os carros estão consideravelmente mais rápidos nesta temporada, a ponto de Hamilton baixar 1,3 segundos de sua marca do ano passado. O piloto inglês fechou sua melhor volta em 1.22,600s seguido de Valteri Bottas com 1.22,648s. Na sequência ficou Max Verstappen da Red Bull (1.23,400s) e seu companheiro Pierry Gasly, apenas 42 milésimos de segundos atrás.

A Ferrari que fez uma promissora pré-temporada na Espanha acabou ficando apenas com o quinto tempo, obtido por Sebastian Vettel (1.23.473) e um longínquo 9º lugar de Charles Leclerc, com 1.23,673s.

O meio do grid reservou as disputas mais interessantes, com as equipes marcando tempos muito próximos, com exceção da Williams, que fez os dois piores tempos do dia, deixando George Russel e Robert Kubica no fim da fila.

Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo, ficou com o sexto melhor tempo, não muito distante de Vettel, prometendo uma boa disputa entre as escuderias italianas.

A definição do grid da prova de Melbourne acontece na madrugada de sexta para sábado, mais precisamente as 3h, no horário do Brasil. Mas os carros estarão na pista já a partir das 00h, para mais uma sessão de treinos livres.

Galeria: Veja todos os carros da temporada 2019 da F1

Confira os detalhes dos carros para a temporada 2019 do campeonato mundial de Fórmula 1:

Alfa Romeo

Ferrari

Haas

McLaren

Mercedes

Racing Point

Red Bull

Renault

Toro Rosso

Williams

Retrospectiva F1 2018: Parte 2

Para sagrar-se campeão da temporada 2018 Lewis Hamilton precisou conquistar 11 vitórias. Em seu currículo Hamilton acumula uma marca impressionante: Tem pelo menos uma vitória em cada uma das suas 12 temporadas de F1. Das suas 73 vitórias conquistadas até a temporada de 2018, em 47 ele também foi o pole position.
A Mercedes venceu 11 GPs também na temporada, todos sendo conduzida por Hamilton. Bottas ficou sem qualquer vitória, com marca inédita: tornou-se no primeiro piloto da Mercedes a terminar a temporada sem vitórias, desde Michael Schumacher em 2012. A Mercedes possui agora 87 vitórias no total, ultrapassando a marca de 81 da Lotus, ficando em 4º lugar, atrás de Ferrari (235), McLaren (182) e Williams (114). A Mercedes obteve 4 dobradinhas em 2018, Espanha, Alemanha, Rússia e Japão, alcançando a marca de 44 na história. Faltam apenas 3 para igualar a McLaren e as suas 47 dobradinhas. A Ferrari lidera com 83. Já os motores Mercedes obtiveram 173 vitórias ao longo da história. Tornou-se a 3ª marca de motores mais vitoriosa na F1. Passou em 2018 a Renault (168). A sua frente estão a Ford Cosworth (176) e a Ferrari com 236. Em Abu Dhabi, Hamilton registou a 1.000ª vitória de um piloto no mundial. De fato foi o 997º GP. Acontece que nos primeiros anos, os carros eram compartilhados e, portanto, há 3 vitórias em 1951, 1956 e 1957 que foram repartidas por 2 pilotos.
Desde 2007 a dobradinha entre Lewis Hamilton e Sebastian Vettel monopolizou os GPs. Foram 125 vitórias em um total de 229 disputas. Os pilotos no grid com mais GPs disputados e sem vitória são Nico Hulkenberg com 156, Romain Grosjean (143) e Marcus Ericsson, que sai da F1 com 97 GPs e sem vitórias. Mark Webber precisou de 130 GPs para vencer a 1ª corrida, Barrichello 124, Jarno Trulli 117, Jenson Button 113, Nico Rosberg 111, Giancarlo Fisichella 110, Mika Hakkinen 96, Thierry Boutsen 95, Jean Alesi 91, Eddie Irvine 81.
A concentração de vitórias se percebe também nas escuderias. Dos últimos 118 GPs, apenas 3 escuderias venceram. Mercedes 77, Red Bull 28 e Ferrari 13. A última vitória fora destas 3 escuderias foi o GP Austrália de 2013 com Kimi Raikkonen, com a Lotus.