Mercedes confirma permanência de Bottas e Ocon vai para Renault

Na última semana das férias da Fórmula 1 a dança das cadeiras nas equipes esquentou, com a renovação de contrato de Valtteri Bottas, que permanece na Mercedes por mais um ano, a porta da equipe alemã para Esteban Ocon, o garoto prodígio que ficou um ano sem carro precisou achar outros rumos. 

A solução do francês foi caseira, já que ele conseguiu uma vaga na Renault, desbancando o alemão Nico Hulkenberg, que sai da equipe com a incômoda marca de nunca ter subido ao pódio em quase 15 anos como piloto da categoria. Enquanto isso, Ocon volta para equipe onde foi piloto de testes em 2016.

O francês é apontado como uma das promessas da nova geração de pilotos, e já foi apontado por Lewis Hamilton como um dos mais talentosos do circuito. Porém a falta de patrocínio deixou Ocon a pé na temporada deste ano. Piloto da extinta Force India, ele não resistiu a injeção de dinheiro da família Stroll, que comprou a equipe e a transformou na Racing Point.

Ao longo de 2019 Ocon como piloto de testes da Mercedes, e era apontado como o favorito para assumir o lugar de Bottas em 2020, já que é empresariado pelo chefão da Mercedes Toto Wolf. Entretanto, o bom início de ano do finlandês e o clima tranquilo nos bastidores pesou para renovação com Bottas, que passa longe de ser uma ameaça ou causar atritos com o pentacampeão. O finlandês renovou o contrato com a equipe por um ano.

Já Hulkenberg negocia com os norte americanos da Hass para não ficar a pé na próxima temporada.  A equipe anunciou que um dos dois pilotos atuais está com vaga garantida para 2020, resta saber se Kevin Magnussen ou Romain Grosjean permanecerão no time. Outra alternativa para Hulkenberg é negociar um lugar na Alfa Romeo, onde os maus resultados de Antonio Giovinazzi fazem com que seu lugar no cockpit não esteja garantido.

Fórmula 1: Bottas vence no Azerbaijão e assume a liderança do campeonato

A temporada 2019 da Fórmula 1 tem novo líder. O finlandês Valteri Bottas, da Mercedes, venceu o GP de Baku, no Azerbaijão e ultrapassou seu companheiro de equipe e amigo do Neymar, Lewis Hamilton. O terceiro lugar ficou com Sebastian Vettel, da Ferrari.

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Hamilton, o amigo do Neymar, terminou em segundo.

Max Verstappen da Red Bull terminou na quarta posição, seguido pelo brilhante Charles Leclerc, da Ferrari, dono da volta mais rápida da prova e responsável pela emoção, especialmente na primeira metade da corrida, após ter largado na oitava posição do grid, mostrando consistência e habilidade para ultrapassar os adversários. Sua posição final não foi condizente com sua performance, culpa de certa forma da própria equipe, que ainda não conseguiu mostrar organização suficiente para suplantar a concorrente Mercedes, que lidera praticamente sem adversários.

Faltando três voltas para o fim da prova, Hamilton encostou em Bottas e deixou ainda mais emocionante o excelente Grande Prêmio de Baku. Mas o finlandês também estava rápido e não permitiu a ultrapassagem. Enquanto os pilotos da Mercedes lutavam pelo ponto mais alto do pódio, coube a Leclerc dar uma volta mágica e garantir o ponto extra pela melhor volta.

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Dono da volta mais rápida da prova, Leclarc foi escolhido “piloto do dia”.

O grande “mico” da prova foi protagonizado por Daniel Ricciardo, da Renault, que após sair da pista, distraidamente deu ré e acertou a Toro Rosso de Daniil Kvyat.

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Ricciardo de ré (!) no carro de Kwyat

A próxima prova será na Espanha, no dia 12 de maio, dando início ao calendário europeu da categoria.

Confira abaixo os 10 melhores classificados na temporada 2019 da Fórmula 1:
1) Valtteri Bottas, 87 pts
2) Lewis Hamilton, 86
3) Sebastian Vettel, 52
4) Max Verstappen, 51
5) Charles Leclerc, 47
6) Sergio Pérez, 13
7) Pierre Gasly, 13
8) Kimi Räikkönen, 13
9) Lando Norris, 12
10) Kevin Magnussen, 8

Sortudo, Hamilton vence GP do Bahrein após falha mecânica atrapalhar Leclerc

Hamilton aplaude Leclerc pela corrida extraordinária – FIA F1

O piloto da Mercedes-AMG, Lewis Hamilton tem um inegável talento para conduzir de forma competitiva um carro de Fórmula 1. Seus cinco campeonatos mundiais (2008, 2014, 2015, 2017 e 2018) conquistados ao longo de sua trajetória na categoria são prova disso.

Outra coisa que não falta a Hamilton é sorte. A vitória obtida no GP do Bahrein ocorreu graças a uma falha mecânica na Ferrari SF90 do jovem piloto francês, Charles Leclerc, que havia largado na pole position.

O brilho de Leclerc não se mostrou apenas na capacidade de ser rápido nos treinos, mas principalmente na sua capacidade de recuperação, após ter perdido a posição para Sebastian Vettel e Valteri Bottas logo no início da prova. Se você não assistiu a prova, saiba que o jovem francês também goza da sorte dos vencedores. Explico isso mais abaixo.

Competitivo e agressivo, Leclerc soube levar seu carro novamente a ponta mantendo-se à frente dos demais com segurança. Enquanto isso, Hamilton galgava as posições que o levariam a segunda posição.

Ainda assim, por mais talentoso que fosse, Hamilton não estava no mesmo patamar de Leclerc e só um golpe de sorte poderia lhe entregar o ponto mais alto no pódio.
E foi aí que o imponderável entrou na pista. Com cerca de 10 intermináveis segundos de vantagem, o motor do carro de Leclerc começou a apresentar problemas, ocasionando uma abrupta queda no rendimento e a consequente aproximação da Mercedes de Hamilton.

Mantendo-se na pista, mas num ritmo muito mais lento que os demais, nem mesmo os 20 segundos que havia aberto para Bottas foram capazes de preservar sua posição.

Enquanto isso, lá pelo meio do grid, os carros da Renault inauguraram uma nova modalidade dentro da categoria: o abandono sincronizado. Nico Hulkenberg e Daniel Ricciardo tiveram problemas mecânicos e deixaram a corrida na mesma volta. Para ser mais preciso, ambos abandonaram na mesma curva.

E foi neste momento que a sorte de Leclerc brilhou. Faltando apenas duas voltas para o encerramento da prova, Max Verstappen já estava próximo o bastante para tirar o terceiro lugar do jovem piloto da Ferrari. Foi aí que entrou na pista o safety car, garantindo assim, como prêmio de consolação, o honroso terceiro lugar no pódio.

Quem também merece destaque é o novato Lando Norris, que garantiu os seus primeiros pontos na Fórmula 1 com um ótimo sexto lugar. Kimi Raikkonen foi o sétimo com sua Alfa Romeo, superando Pierre Gasly, da Red Bull. Outro estreante nos pontos foi Alexander Albon, da Toro Rosso.

Mercedes faz dobradinha na liderança do primeiro dia de treinos livres da F1

O primeiro dia de treinos livre do GP da Austrália – noite, para nós aqui no Brasil – mostra uma Mercedes afinada para a temporada 2019. A dupla da equipe alemã, Lewis Hamilton e Valteri Bottas esteve a frente das concorrentes, marcando os dois melhores tempos.

Uma previsão mostrou-se realidade: os carros estão consideravelmente mais rápidos nesta temporada, a ponto de Hamilton baixar 1,3 segundos de sua marca do ano passado. O piloto inglês fechou sua melhor volta em 1.22,600s seguido de Valteri Bottas com 1.22,648s. Na sequência ficou Max Verstappen da Red Bull (1.23,400s) e seu companheiro Pierry Gasly, apenas 42 milésimos de segundos atrás.

A Ferrari que fez uma promissora pré-temporada na Espanha acabou ficando apenas com o quinto tempo, obtido por Sebastian Vettel (1.23.473) e um longínquo 9º lugar de Charles Leclerc, com 1.23,673s.

O meio do grid reservou as disputas mais interessantes, com as equipes marcando tempos muito próximos, com exceção da Williams, que fez os dois piores tempos do dia, deixando George Russel e Robert Kubica no fim da fila.

Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo, ficou com o sexto melhor tempo, não muito distante de Vettel, prometendo uma boa disputa entre as escuderias italianas.

A definição do grid da prova de Melbourne acontece na madrugada de sexta para sábado, mais precisamente as 3h, no horário do Brasil. Mas os carros estarão na pista já a partir das 00h, para mais uma sessão de treinos livres.