McLaren e Petrobras rompem contrato mas não divulgam valor da multa

A relação entre McLaren e Petrobras se desenhava tensa desde o início deste ano, quando o novo governo assumiu o poder. Na voz do ministro da Cidadania, Osmar Terra, o contrato de patrocínio da empresa brasileira deveria ser cancelado. A rixa se estendeu por longos meses, até que nesta segunda-feira a equipe inglesa anunciou de vez o fim da parceria entre as duas. 

No mês passado o Ministério da Economia havia classificado como “injustificável” o contrato entre as duas empresas. O contrato previa um investimento de 163 milhões de libras esterlinas,  valor que gira na casa dos R$ 870 milhões. Além do patrocínio nos materiais da equipe, o acordo previa também o desenvolvimento de lubrificantes e gasolina. O primeiro chegou a ser utilizado no carro de competição, porém a gasolina nunca chegou a abastecer os carros da McLaren.

Por ano o investimento seria de pouco mais de R$ 10 milhões anuais até 2023, ano de encerramento do contrato. Do valor, 60% seria destinado para tecnologia. Os comunicados oficiais foram bem mais amenos que o clima de animosidade, especialmente por parte do governo brasileiro, visto nos meses anteriores.

Ambas se disseram satisfeitas com a parceria e comemoraram os resultados obtidos ao longo das últimas temporadas. Entretanto, nenhuma das duas noticiou o valor da multa rescisória que deve ser paga pela Petrobras. O site Grande Prêmio fala que a rescisão custará R$ 100 milhões à estatal brasileira, o equivalente a dois anos de contrato.

Hamilton confirma título e se transforma em uma das maiores lendas da F1

Lewis Hamilton cravou no último domingo mais uma marca que o coloca próximo a ser o maior piloto da história da Fórmula 1. Com o segundo lugar no Grande Prêmio dos Estados Unidos, o inglês confirmou aquilo que era inevitável há muito tempo nesta temporada, o sexto título mundial de pilotos, aproximando-se cada vez mais dos números de Michael Schumacher.

Mas antes de chegar aos resultados do alemão, é importante ressaltar que Hamilton já se colocou entre os maiores. Durante décadas os pilotos da categoria tinham no horizonte os números de Juan Manuel Fangio, o argentino genial que nos primórdios da Fórmula 1 atravessou o Atlântico para ganhar cinco títulos mundiais e cravar um número que parecia inalcançável. Não foram poucos os gênios das pistas que tentaram alcançar o feito, mas o até 2002 o mais próximo de alcançar a marca foi o francês Alain Prost, que chegou aos quatro títulos. Em 2002 Schumacher empata com o argentino e dois anos depois ganharia o surpreendente sétimo título mundial, marca que para todos que acompanham F1 só poderia ser alcançada muitas décadas depois, tal qual foi com Fangio.

Poucos poderiam prever que aquele jovem piloto de 22 anos que estreava na McLaren em 2007 seria a lenda que hoje assistimos desfilar nas pistas. Em seu primeiro ano de categoria, Hamilton encarou um desafio gigante, ter como companheiro de equipe o então bicampeão Fernando Alonso, piloto conhecido pelo talento e pela personalidade nada agregadora. Hamilton não se sentiu intimidado, e foi para cima do espanhol, disputando o título daquele ano, o qual deixou escapar por um erro crucial no GP da China, o levou o título para a Ferrari de Kimi Raikonen. No ano seguinte, já sem Alonso no cockpit do lado, Hamilton teve um campeonato apertado e levantou o título após uma apoteótica ultrapassagem na última curva do GP do Brasil, deixando Felipe Massa, na época piloto da Ferrari e vencedor daquela corrida, com a sensação de pirulito roubado.

Os anos seguintes foram menos gloriosos, com a McLaren sem disputar diretamente o título, Hamilton viu a Brawn surpreender o mundo em 2009, e nos anos seguintes foi a vez do domínio da Red Bull, com os quatro títulos consecutivos de Sebastian Vettel. Mesmo sem disputar os títulos, Hamilton seguindo ganhando corridas, o que lhe garantiu uma marca até hoje invejável, é o único piloto da história a vencer corridas em todas as temporadas que participou. Mas a falta de títulos levou o inglês a tomar uma atitude inesperada na época.

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Talento precoce, o inglês começou a mostrar sua habilidade nos tempos de kart, quando foi descoberto por Ron Dennis Foto: Divulgação

A Guinada na Carreira

No final de 2012 Hamilton fez o anúncio que surpreendeu os fãs da Fórmula 1, iria trocar a tradicional e multicampeã McLaren pela Mercedes, equipe que havia voltado ao circuito em 2010, após comprar de Ross Brawn a equipe campeã do ano anterior. Mesmo como Schumacher na equipe, os primeiros quatro anos da equipe alemã passaram longe da briga pelo título, terminando o campeonato de construtores duas vezes em quarto lugar, e em 2012 amargando o quinto lugar, com apenas uma vitória nas três temporadas disputadas. Tudo isso fazia parecer a troca de casa uma escolha ilógica e quase suicida para a carreira de Hamilton. Mas não demorou muito para os resultados aparecerem na equipe, que em 2013 terminou o campeonato em segundo lugar, com uma vitória do novo piloto no GP da Hungria, prenúncio do sucesso que viria nos anos seguintes.

Casa nova e praticamente um novo piloto, Hamilton se mostrou muito mais maduro sem perder a agressividade e velocidade que o caracterizaram durante toda a carreira. Mas dois fatores podem ser considerados fundamentais nessa mudança, aliás, duas presenças. No corpo técnico Niki Lauda, o tricampeão mundial que avalizou a chegada de Hamilton na Mercedes. Lauda se tornou um mentor do inglês, que aos poucos foi aliando o estilo agressivo, inspirado em seu ídolo Ayrton Senna, com um estilo mais cerebral que garantia títulos.

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Primeiro título veio na McLaren em 2008, em sua segunda temporada na categoria. Naquele momento, Hamilton era o mais jovem piloto a ser campeão do mundo. Foto: Divulgação

Mas outra figura foi importantíssima para o crescimento de Hamilton, seu companheiro de equipe e rival desde os tempos do kart, Nico Rosberg. O inglês sempre se mostrou um piloto mais talentoso e rápido que o alemão, porém a Mercedes não impediu que Nico disputasse as posições e título contra o companheiro de equipe, contrariando a política adotada por anos na Ferrari. Com disputa interna aberta os dois foram aumentando a pressão conforme a superioridade da Mercedes se consolidava. Nos dois primeiros anos deu Hamilton, com Nico ganhando o título em 2016 e anunciando uma surpreendente aposentadoria após seu único título na categoria, empatando com o pai Keke.

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Toto Wolff decidiu dar liberdade para Hamilton ser o que queria fora das pistas, o que deu a ele o que faltava para se transformar na lenda que é hoje. Foto: Divulgação

Um novo estilo de piloto

Hamilton é o primeiro, e até o momento o único, piloto negro da história da F1, fato que ele mesmo já falou algumas vezes. Durante toda sua carreira não foram poucos os episódios de racismo vividos por ele. O próprio piloto já disse que durante os anos no kart sempre teve fazer muito mais do que os demais companheiros de pista.

Além de ser o primeiro negro da categoria, e encher os boxes da Fórmula 1 com pessoas da mesma cor, algo nunca visto antes, Hamilton também destoa dos grandes campeões. Ao contrário de Senna, e Schumacher, para ficarmos em dois exemplos, Hamilton não é um piloto obcecado que vive o automobilismo 24h por dia. Rodeado de celebridades de outras áreas, Hamilton está muito mais próximo dos grandes nomes do basquete e do futebol, com intensa vida social, do que se convencionou esperar de um piloto.

Essa mudança pode ser vista no vestuário do inglês, que foge e muito da tradicional camisa pólo e macacões de corrida. Com tudo isso, Hamilton implementou um novo conceito de piloto, alguém que desliga das corridas em vários momentos, e aproveita o que a vida pode lhe oferecer. Além disso, nos últimos anos ele também se mostra bastante preocupado com questões ambientais, saindo cada vez mais do estereótipo padrão de pilotos.

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A troca ousada da McLaren pela Mercedes colocou Hamilton e a equipe em um novo patamar. Os alemães conquistaram a maior sequência de títulos de construtores, e o piloto caminha para quebrar todos os recordes individuais da categoria. Foto: Divulgação

Todo esse estilo diferente causou diversos choques com seu antigo chefe, Ron Dennis, o ex todo poderoso da McLaren que abraçou Hamilton ainda nos tempos de kart. Acostumado com pilotos mais tradicionais, Dennis sempre quis controlar a vida do piloto fora das pistas. Mas na Mercedes a história é bem diferente, já que Toto Wolff vê com bons olhos que seu piloto tenha uma vida fora das pistas. Wolff entendeu que é justamente essa capacidade de desligar que torna Hamilton o piloto que é.

No início da carreira, Hamilton dizia não esperar muito mais do que um título, se mostrava pouco afeito a perseguição doentia por recordes e títulos. Mesmo assim, chega aos 34 anos a um título de igualar Schumacher, e a nove vitórias de se tornar o maior vencedor de Grandes Prêmios da história da categoria. Em ótima forma física, tudo indica que Hamilton pode não apenas igualar os números do alemão, mas superá-los.

Barrichello comemora 10 anos da vitória na F1 no lugar mais alto do pódio

Durante toda a semana passada o mundo do automobilismo lembrou, com certa dose de nostalgia e tristeza, a última vitória brasileira na Fórmula 1. No dia 13 de setembro de 2009 o brasileiro Rubens Barrichello, Rubinho foi o primeiro a cruzar a linha de chegada do GP da Itália, disputado em Monza, a bordo da surpreendente Brawn, equipe comandada por Ross Brawn, que por anos foi o responsável pelas estratégias vencedoras da Ferrari de Michael Schumacher e do próprio Rubinho.

Uma década depois Barrichello segue nas pistas, e quis o destino que justamente neste dia iniciasse o fim de semana da Stock Car, que disputou sua 8ª etapa no circuito do Velopark, em Nova Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre. Com duas baterias consecutivas realizadas no domingo, Rubinho usou da estratégia para pular na frente e vencer a segunda corrida. Com um carro reconhecidamente inferior ao dos competidores, ele aproveitou a primeira bateria para economizar pneu e combustível, e com o grid invertido na segunda, soube entrar nos boxes na hora certa para pular na ponta e vencer a corrida.

No pódio, Rubinho era muito celebrado pelo público presente e, ao falar com a reportagem do Na Garagem, comparou a vitória em Monza 10 anos atrás com o momento vivido neste fim de semana. “São duas vitórias, porque o que o ser humano carrega são memórias, às vezes a gente não tem foto mas fica dentro da cabeça. Estou muito feliz de ter tido essa vitória e ter um público tão carinhoso comigo.” Mas além de estratégia, ele também precisou usar da experiência para evitar a ultrapassagem de um ousado Bruno Baptista, piloto da RCM. Baptista vinha rápido, e chegou a disputar a curva no final da reta com Barichello, mas não conseguiu achar o espaço e acabou saindo da pista. A manobra não teve nenhuma polêmica, e os dois pilotos trocaram elogios ao final da corrida. 

Barichello obteve sua quarta vitória nesta temporada da Stock Car, em todas o primeiro lugar veio na segunda corrida. O piloto da Full Time Sports chegou a 209 pontos, 39 a menos que o líder Ricardo Maurício. Embora matematicamente ainda esteja vivo na briga pelo título, a conquista ao fim do ano é uma tarefa difícil, já que reconhecidamente seu carro não é tão competitivo quanto dos adversários da ponta.

Mercedes confirma permanência de Bottas e Ocon vai para Renault

Na última semana das férias da Fórmula 1 a dança das cadeiras nas equipes esquentou, com a renovação de contrato de Valtteri Bottas, que permanece na Mercedes por mais um ano, a porta da equipe alemã para Esteban Ocon, o garoto prodígio que ficou um ano sem carro precisou achar outros rumos. 

A solução do francês foi caseira, já que ele conseguiu uma vaga na Renault, desbancando o alemão Nico Hulkenberg, que sai da equipe com a incômoda marca de nunca ter subido ao pódio em quase 15 anos como piloto da categoria. Enquanto isso, Ocon volta para equipe onde foi piloto de testes em 2016.

O francês é apontado como uma das promessas da nova geração de pilotos, e já foi apontado por Lewis Hamilton como um dos mais talentosos do circuito. Porém a falta de patrocínio deixou Ocon a pé na temporada deste ano. Piloto da extinta Force India, ele não resistiu a injeção de dinheiro da família Stroll, que comprou a equipe e a transformou na Racing Point.

Ao longo de 2019 Ocon como piloto de testes da Mercedes, e era apontado como o favorito para assumir o lugar de Bottas em 2020, já que é empresariado pelo chefão da Mercedes Toto Wolf. Entretanto, o bom início de ano do finlandês e o clima tranquilo nos bastidores pesou para renovação com Bottas, que passa longe de ser uma ameaça ou causar atritos com o pentacampeão. O finlandês renovou o contrato com a equipe por um ano.

Já Hulkenberg negocia com os norte americanos da Hass para não ficar a pé na próxima temporada.  A equipe anunciou que um dos dois pilotos atuais está com vaga garantida para 2020, resta saber se Kevin Magnussen ou Romain Grosjean permanecerão no time. Outra alternativa para Hulkenberg é negociar um lugar na Alfa Romeo, onde os maus resultados de Antonio Giovinazzi fazem com que seu lugar no cockpit não esteja garantido.

Fórmula 1 apresenta protótipo para 2021

Aos poucos o carro que será utilizado na Fórmula 1 a partir de 2021, quando chega o novo regulamento da categoria, começa a ganhar contornos e formas. No dia 21 de agosto foi apresentado o modelo, em escala de 50%, do novo modelo que deverá adotar o efeito-solo e pneus de 18 polegadas, bem maiores que os atuais de 13 polegadas. O protótipo já foi testado em um túnel de vento da Sauber, na Suíça.

Com as mudanças os organizadores esperam melhorar as brigas por posições dentro da pista. O novo modelo deve gerar uma perda de 10% da pressão aerodinâmica, o famoso downforce que tem dificultado as ultrapassagens nas últimas temporadas. Os modelos atuais causam uma perda de 50%, dificultando o ataque nas curvas. A lateral do carro, o assoalho asas dianteiras e traseiras também foram alteradas.

Chefe técnico da F1, Pat Symonds, chefe técnico da F-1, reforçou mais uma vez que a ideia é aumentar as ultrapassagens de pista.  “Com as configurações que temos no momento, os resultados são excepcionais”, garante.

FIA apresenta esboço de carro para 2021

Em meio aos debates sobre o regulamento da Fórmula 1 em 2021, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) resolveu se antecipar e divulgou os primeiros esboços do modelo de carro que deve ser adotado na daqui dois anos. O principal foco das novas regras é mudar a questão aerodinâmica, considerada o principal entrave para mais ultrapassagens na categoria.

As imagens divulgadas nesta quarta-feira mostram um carro com um túnel do tipo Venturi na parte inferior. Este conceito de aerodinâmica e mecânica dos fluídos produz um difusor duplo, o qual será responsável pelo downforce dos bólidos. O conceito efeito-solo não é uma novidade, foi adotado pela Lotus em 1970 e permaneceu até 1983, quando foi banido.

O diretor de assuntos técnicos da FIA, Nikolas Tombazis concedeu entrevista para o site norte americano ‘Motorsport.com’ na qual demonstra a preocupação em aumentar as disputas dentro da pista. O principal objetivo das alterações é que os carros não percam o downforce nas tentativas de ultrapassagens. Atualmente os bólidos tem uma redução de aproximadamente 45%, com os modelos pensados para 2021 esse índice deve ficar em 5% a 10%, facilitando as aproximações.

Nas avaliações de especialistas, as mudanças devem tornar as disputas mais equilibradas a partir de 2021. O que foi possível ver de mudanças para o carro do futuro da categoria é um bico mais baixo na comparação com o atual, modelo que foi utilizado na década de 90. Com isso, o fluxo de ar embaixo do carro será melhorado, o que vai ajudar a alimentar os túneis Venturi.

As alas laterais da asa dianteira serão arredondadas, o objetivo é minimizar o risco de pneus furarem em caso de toque entre os carros. Em suma, a aerodinâmica dos carros será simplificada a partir de 2021, com menos desvios de fluxo de ar.

Também estão sendo estudadas mudanças nas rodas, que podem levar tampas para administrar melhor o fluxo de ar. Outra simplificação será feita nos dutos de refrigeração dos freios, que vão influenciar menos na parte aerodinâmica. Nas rodas dianteiras dois defletores devem ser instalados para cobrir, com isso o ar será direcionado da roda dianteira para baixo do carro, levando o ar para cima, causando turbulência para os carros que vêm atrás.

Halo deverá ter design mais integrado ao restante do carro. Foto: Divulgação

Polêmico quando lançado, o halo seguirá, mas terá um design melhor integrado ao desenho do carro. O acessório foi adotado para dar mais segurança aos pilotos em caso de acidentes, mas desagradou muitos fãs que o consideraram feio. O difusor também será mudado, ficando mais alto, o que tende deixá-lo mais potente que utilizado atualmente. Com isso espera-se mais que a maior parte da carga aerodinâmica será criada debaixo do carro. Na asa traseira uma simplificação no endplate deve reduzir o efeito da turbulência, ajudando a desviar o fluxo de ar para cima com um vórtice duplo.

A expectativa dos organizadores da Fórmula 1 é assinar o acordo com as equipes no dia 15 de setembro, o que permitiria que o processo seja analisado pelo Conselho Mundial da FIA antes do fim de outubro.

Pirelli quer pneus mais duráveis na F1 2020

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Em meio às discussões sobre o novo regulamento da Fórmula 1 para 2021, a fornecedora de pneus da categoria estuda uma alteração para o ano que vem. A Pirelli quer ampliar o tempo de vida dos pneus da categoria, motivo de reclamação de muitas equipes neste ano.

Para 2021 já estão previstos pneus de 18 polegas e o fim dos cobertores que garantem o aquecimento prévio dos compostos. O desafio é fazer com que eles funcionem com temperaturas entre 20º   120º. No que vem a alteração é um pouco menor, com pneus de 13 polegadas ainda utilizando as mantas de aquecimento, como foi explicado pelo diretor da Pirelli para F1, Mario Isola.

De acordo com o diretor o problema das mantas é que os pneus começam a corrida com uma temperatura elevada. Com isso o desgaste dos compostos acaba acelerado, especialmente em corridas com asfalto mais quente, como ocorreu no GP do Canadá neste fim de semana, no qual as equipes priorizaram os pneus duros, mais resistentes, porém mais lentos em relação aos médios e duros.

Mercedes apresenta novo motor no GP do Canadá

Em time que está ganhando não se mexe? A Mercedes, que lidera o mundial de Fórmula 1, discorda.

A equipe apresenta uma nova versão no conjunto propulsor neste final de semana. Com isso, a equipe espera melhorar o desempenho de reta, onde a Ferrari tem se mostrado melhor.

A equipe alemã foi a última a adotar essa novidade, uma vez que Ferrari, Honda e Renault anteciparam a mudança impulsionadas por problemas de durabilidade ou rendimento dos motores. Também receberão os novos propulsores Mercedes a Williams e Racing Point, clientes do time de Brixworth.

O pentacampeão Lewis Hamilton declarou que as mudanças serão sutis, e classificou a alteração como natural.

FIA anuncia que Brasil sediará festival de rua durante o GP de Fórmula 1 deste ano

A Fórmula 1 anunciou os destinos de seu festival neste ano. O campeonato mundial será levado para as ruas de Xangai, Chicago, Los Angeles e Brasil, em uma cidade que ainda não foi anunciada oficialmente.

No ano passado, o Rio Grande do Sul recebeu um evento patrocinado pela Heineken.

Xangai sediará o primeiro festival da F1 da temporada 2019 na próxima semana, na preparação para o GP da China, a 1000ª corrida do mundial.

A Fórmula 1 ainda irá anunciar as principais datas para os festivais de Chicago, Los Angeles e Brasil.

“Após o enorme sucesso na temporada passada, estamos felizes em anunciar os quatro festivais de F1 em 2019. Esperamos que os fãs de todo o mundo estejam entusiasmados para ver o que os festivais de F1 têm a oferecer e estamos entusiasmados em retornar à China para o Festival de Xangai para celebrar o nosso 1000º GP.””, disse o chefe comercial da F1, Sean Bratches.

Assista ao vídeo promocional do F1 Festival:

Sortudo, Hamilton vence GP do Bahrein após falha mecânica atrapalhar Leclerc

Hamilton aplaude Leclerc pela corrida extraordinária – FIA F1

O piloto da Mercedes-AMG, Lewis Hamilton tem um inegável talento para conduzir de forma competitiva um carro de Fórmula 1. Seus cinco campeonatos mundiais (2008, 2014, 2015, 2017 e 2018) conquistados ao longo de sua trajetória na categoria são prova disso.

Outra coisa que não falta a Hamilton é sorte. A vitória obtida no GP do Bahrein ocorreu graças a uma falha mecânica na Ferrari SF90 do jovem piloto francês, Charles Leclerc, que havia largado na pole position.

O brilho de Leclerc não se mostrou apenas na capacidade de ser rápido nos treinos, mas principalmente na sua capacidade de recuperação, após ter perdido a posição para Sebastian Vettel e Valteri Bottas logo no início da prova. Se você não assistiu a prova, saiba que o jovem francês também goza da sorte dos vencedores. Explico isso mais abaixo.

Competitivo e agressivo, Leclerc soube levar seu carro novamente a ponta mantendo-se à frente dos demais com segurança. Enquanto isso, Hamilton galgava as posições que o levariam a segunda posição.

Ainda assim, por mais talentoso que fosse, Hamilton não estava no mesmo patamar de Leclerc e só um golpe de sorte poderia lhe entregar o ponto mais alto no pódio.
E foi aí que o imponderável entrou na pista. Com cerca de 10 intermináveis segundos de vantagem, o motor do carro de Leclerc começou a apresentar problemas, ocasionando uma abrupta queda no rendimento e a consequente aproximação da Mercedes de Hamilton.

Mantendo-se na pista, mas num ritmo muito mais lento que os demais, nem mesmo os 20 segundos que havia aberto para Bottas foram capazes de preservar sua posição.

Enquanto isso, lá pelo meio do grid, os carros da Renault inauguraram uma nova modalidade dentro da categoria: o abandono sincronizado. Nico Hulkenberg e Daniel Ricciardo tiveram problemas mecânicos e deixaram a corrida na mesma volta. Para ser mais preciso, ambos abandonaram na mesma curva.

E foi neste momento que a sorte de Leclerc brilhou. Faltando apenas duas voltas para o encerramento da prova, Max Verstappen já estava próximo o bastante para tirar o terceiro lugar do jovem piloto da Ferrari. Foi aí que entrou na pista o safety car, garantindo assim, como prêmio de consolação, o honroso terceiro lugar no pódio.

Quem também merece destaque é o novato Lando Norris, que garantiu os seus primeiros pontos na Fórmula 1 com um ótimo sexto lugar. Kimi Raikkonen foi o sétimo com sua Alfa Romeo, superando Pierre Gasly, da Red Bull. Outro estreante nos pontos foi Alexander Albon, da Toro Rosso.