McLaren e Petrobras rompem contrato mas não divulgam valor da multa

A relação entre McLaren e Petrobras se desenhava tensa desde o início deste ano, quando o novo governo assumiu o poder. Na voz do ministro da Cidadania, Osmar Terra, o contrato de patrocínio da empresa brasileira deveria ser cancelado. A rixa se estendeu por longos meses, até que nesta segunda-feira a equipe inglesa anunciou de vez o fim da parceria entre as duas. 

No mês passado o Ministério da Economia havia classificado como “injustificável” o contrato entre as duas empresas. O contrato previa um investimento de 163 milhões de libras esterlinas,  valor que gira na casa dos R$ 870 milhões. Além do patrocínio nos materiais da equipe, o acordo previa também o desenvolvimento de lubrificantes e gasolina. O primeiro chegou a ser utilizado no carro de competição, porém a gasolina nunca chegou a abastecer os carros da McLaren.

Por ano o investimento seria de pouco mais de R$ 10 milhões anuais até 2023, ano de encerramento do contrato. Do valor, 60% seria destinado para tecnologia. Os comunicados oficiais foram bem mais amenos que o clima de animosidade, especialmente por parte do governo brasileiro, visto nos meses anteriores.

Ambas se disseram satisfeitas com a parceria e comemoraram os resultados obtidos ao longo das últimas temporadas. Entretanto, nenhuma das duas noticiou o valor da multa rescisória que deve ser paga pela Petrobras. O site Grande Prêmio fala que a rescisão custará R$ 100 milhões à estatal brasileira, o equivalente a dois anos de contrato.

Permanência de Kubica na Fórmula 1 em 2020 é incerta

A permanência de Robert Kubica no grid da Fórmula 1 em 2020 é cada vez menor, embora os movimentos nos bastidores mantenham a ideia de incógnita. O polonês voltou para categoria este ano após oito anos de ausência, muito graças ao patrocínio da PKN Orlen.

O dinheiro do patrocínio garantiu uma vaga em um dos cockpits da Williams, mas não foi o suficiente para entregar um carro competitivo. Aliado aos problemas da equipe, o próprio Kubica teve dificuldades de adaptação, já que o acidente de rali, que paralisou sua carreira, deixou como sequelas graves problemas de mobilidade no braço direito. 

Chefe da equipe, Claire Williams diz estar feliz com Kubica, e tem relevado o fato de ele passar boa parte da temporada atrás do companheiro George Russell, um estreante no circuito. Mas a felicidade da Williams pode mudar de lado de acordo caso um novo patrocinador desembarque no time inglês.

Por sua vez, Kubica fica no aguardo de uma resolução, e em um evento na Polônia se mostrou consciente das incertezas que envolvem seu nome. “Eu não sei o que vou fazer em 2020. Ainda não há detalhes. Há planos, mas nem tudo depende de mim. Vamos ver o que acontece. A situação é como em todos os outros anos – é necessário ser paciente”.

Fórmula 1 apresenta protótipo para 2021

Aos poucos o carro que será utilizado na Fórmula 1 a partir de 2021, quando chega o novo regulamento da categoria, começa a ganhar contornos e formas. No dia 21 de agosto foi apresentado o modelo, em escala de 50%, do novo modelo que deverá adotar o efeito-solo e pneus de 18 polegadas, bem maiores que os atuais de 13 polegadas. O protótipo já foi testado em um túnel de vento da Sauber, na Suíça.

Com as mudanças os organizadores esperam melhorar as brigas por posições dentro da pista. O novo modelo deve gerar uma perda de 10% da pressão aerodinâmica, o famoso downforce que tem dificultado as ultrapassagens nas últimas temporadas. Os modelos atuais causam uma perda de 50%, dificultando o ataque nas curvas. A lateral do carro, o assoalho asas dianteiras e traseiras também foram alteradas.

Chefe técnico da F1, Pat Symonds, chefe técnico da F-1, reforçou mais uma vez que a ideia é aumentar as ultrapassagens de pista.  “Com as configurações que temos no momento, os resultados são excepcionais”, garante.

Chefes de equipe tentam evitar brechas no regulamento da F1 2021

Preocupados com possíveis brechas no regulamento da Fórmula 1 para temporada 2021, os chefes de equipe e especialistas em aerodinâmica se reuniram com a FIA para debater os detalhes do novo regulamento.

A principal preocupação dos chefes é evitar “áreas cinzentas” nas novas regras. Os dirigentes querem evitar o que aconteceu com a Brawn em 2009, que aproveitou uma brecha para criar um difusor duplo que lhe garantiu uma vantagem inalcançável na primeira parte do campeonato.

O conceito do carro para temporada de 2021 aponta uma perda de downforce quando seguido de outro foi reduzida dos atuais 45% para algo em torno de 5% a 10%. A proposta dos dirigentes é que as corridas sejam melhores e seja possível ter mais ultrapassagens. 

Chefe de FIA, Nikolas Tombazis garante que o trabalho que vem sendo feito visa garantir que o conceito do carro tenha funcionalidade na prática. A ideia é que as novas regras sejam anunciadas oficialmente até outubro. Chefe da FOM, Ross Brawn (sim, o mesmo que usou uma brecha em 2009 para ser campeão), garante que os trabalhos serão intensos até que as novas regras sejam resolvidas.