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Ferrari adota nova pintura para disputa de seu milésimo GP

Equipe mais antiga da Fórmula 1 disputará o Grande Prêmio 1000 na pista de Mugello neste fim de semana.
Pintura em bordô é referência ao modelo 125S, o primeiro a correr com o nome Ferrari. Foto: Divulgação

A Ferrari divulgou nesta quarta-feira a nova pintura que adotará durante o Grande Prêmio da Toscana, que será disputado neste fim de semana na pista de Mugello. O carro celebra os 1000 GPs que a equipe disputará no fim de semana. Com um esquema de cores voltado para o vinho, a equipe encontrou nessa mudança uma forma de celebrar o milésimo GP da Scuderia.

Filho de Enzo Ferrari e atual vice-presidente da empresa, Piero Ferrari, explicou que a cor escolhida é uma referência ao primeiro carro a correr como equipe Ferrari. “Decidimos executar uma pintura única nos carros para este evento, com os SF1000 levando para o pista no circuito de Mugello na cor da Borgonha vista pela primeira vez no 125S, o primeiro carro de corrida a levar o nome Ferrari.”

Infelizmente para os fãs, a novidade deve ficar apenas na aparência e não na melhoria do carro que tem ocupado posições que não condizem com sua história vencedora na categoria. Presente na Fórmula 1 desde 1950, a equipe italiana nunca deixou de disputar um campeonato, sendo a única do grid que se manteve sempre na categoria. 

Se até 2019 a equipe ainda conseguiu se manter entre as três primeiras do grid a situação mudou muito em 2020. Depois que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) descobriu e proibiu o uso do motor com um sistema que disfarçava o uso de combustível, permitindo um propulsor mais potente, especialmente em circuitos de alta velocidade.

Com motor mais fraco e uma aerodinâmica que não favorece, a Ferrari e todas as equipes que utilizam os motores italianos tem amargado resultados pífios. O Grande Prêmio de Monza, disputado no final de semana passado, foi um dos mais constrangedores. A equipe largou com seus carros em algumas das piores posições de sua história. Não bastasse isso, durante a corrida a equipe ainda viu Sebastian Vettel e Charles Leclerc abandonarem  a prova.

Para Mugello a esperança ferrarista está no fato de ser uma pista mais travada, com menor exigência de motor. Aliado a isso, o fato de ser esta a pista de testes da Ferrari traz um pouco de esperança aos fanáticos torcedores, conhecidos no mundo inteiro como tiffosi.

Deixando de lado o péssimo momento atual, é inegável a celebração para esta que pode ser considerada a equipe mais importante da história da Fórmula 1. Em seus 70 anos foram 238 vitórias, 228 pole positions e 254 voltas mais rápidas. Todos esses números são coroados com os 15 títulos de pilotos e 16 de construtores, tendo entre seu maior campeão o alemão Michael Schumacher, que levantou cinco títulos de pilotos e dominou de forma incontestável a primeira metade dos anos 2000.

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