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Williams vende parte das ações para Dorilton Capital

Grupo de investimentos norte-americano Dorilton Capital manterá o nome da equipe para as próximas temporadas.

Uma era chegou ao fim nesta sexta-feira com o anúncio de que Frank Williams não será mais o dono de uma das principais equipes da categoria. A equipe foi comprada pela empresa Dorilton Capital, um grupo de investimentos estadunidense. O acordo foi divulgado no site oficial da equipe e teve repercussão também no site oficial da Fórmula 1. Apesar da troca de gestão, não será o fim da marca Williams na categoria, já que o acordo assinado entre as partes prevê a manutenção do nome da equipe.

Em crise financeira e desportiva que se arrasta há anos, a Williams deixou o protagonismo da Fórmula 1 para ocupar o último lugar no grid. Apelando para pilotos pagantes, o time de Grove, na Inglaterra, buscou manter as finanças equilibradas, mas sem resultados nas pistas os patrocinadores foram minguando. A possibilidade venda e parcerias foi aventada em outros momentos, entretanto Frank Williams sempre foi contra. 

Neste ano as negociações para venda de parte do time começaram em maio, e o acordo chegou logo após a assinatura do Pacto de Concórdia, que garantiu uma nova distribuição de recursos para as equipes. Apesar dos novos donos, Frank Williams manterá a maior parte das ações e participará do conselho deliberativo. 

A reportagem do Estadão traz a declaração do presidente-executivo da Doriton Capital, Matthew Savage. O dirigente demonstra o desejo de ver os carros da Williams de volta a briga pelas primeiras posições do grid. ” Acreditamos que somos os parceiros ideais para a companhia devido ao nosso estilo de investimento flexível e paciente, que permitirá à equipe focar em seu objetivo de voltar ao topo do grid.”

Criada em 1977 por Frank Williams, um ex-piloto e mecânico que já havia fracassado em duas tentativas anteriores de criar uma equipe de F1. A primeira vitória com a Williams veio no GP Grã-Bretanha com o suíço Clay Regazzoni. O primeiro dos sete títulos de pilotos chegou em 1980 com o australiano Alan Jones. Ao longo da década de 80 ficou ainda mais forte, conquistando os títulos de 1982 com Keke Rosberg, 1987 com Nelson Piquet. No início dos anos 90 a Williams criou o que seria chamado de “o carro de outro mundo”, como definiu Ayrton Senna. Nesse período vieram mais quatro títulos, em 1992 com Nigel Mansell, no ano seguinte mais um título de pilotos com Alain Prost. Damon Hill levantou a taça em 1996 e Jacques Villeneuve em 1997. 

Foi pilotando a Williams de 1992 que Mansell chegou a seu único título como piloto

Como construtores foram nove títulos: 1980, 1981, 1986, 1987, 1992, 1993, 1994, 1996, 1997. Com o novo contrato a Williams deixa de ser uma equipe familiar e deixa a McLaren como a última das chamadas equipes de garagem, que remete aos precursores do esporte.

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