A história do Batmóvel

O mundo dos super heróis tem ganho cada vez mais espaço no cinema mundial, mas mesmo com superpoderes, jatos voadores e tantas outras possibilidades, os amantes de cinema e das histórias de super heróis ainda nutrem um carinho especial por artefatos bem humanos. E um dos principais responsáveis por criar objetos de desejo nos fãs é Bruce Wayne, que encarna Batman nas perigosas noites de Gotham City. É bem provável que de tantos apetrechos que o personagem milionário apresentou ao mundo, poucos tenham conquistado tantos fãs como o Batmóvel.

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Primeiro Batmóvel nas surgiu em 1943, um Cadillac 1939 Series 75 conversível Foto: Divulgação

A primeira versão do carro apareceu nos quadrinhos em 1936, mas foi nas telas do cinema e da televisão que ele ganhou mais fãs. O primeiro carro do homem-morcego chegou às telas em 1943, quando a imagem de Bruce Wayne ainda era uma novidade nas películas, e na época foi interpretado por Lewis Wilson. O carro utilizado no filme era um Cadillac 1939 Series 75 conversível, totalmente preto e bastante discreto. No mesmo ano uma nova versão do Batmóvel chegou às telas, mas dessa vez da televisão através da série Batman & Robin. O modelo utilizado nesta versão foi um Mercury, também conversível, fabricado em 1949.

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Escondido na garagem de um dos produtores, o clássico da série onde o homem morcego era interpretado por Adam West foi leiloado em 2013 por mais de US$ 4 milhões. Foto: Divulgação

Batman seguiu sua trajetória nos quadrinhos e animações, e seu carro teve inúmeras versões desenhadas com base em veículos contemporâneos de suas épocas. Na série famosa da década de 1960, que trazia os icônicos Adam West no papel principal, e apresentou ao mundo Cesar Romero, que interpretou um Coringa com bigode, que se tentava sem sucesso esconder atrás da maquiagem. As três temporadas da série foram fundamentais para popularizar o universo de Batman, e entre os elementos deste mundo sombrio estava logicamente o Batmóvel. O modelo usado nesta série se tornou um marco, e o veículo utilizado na série foi leiloado por 3,47 milhões de Euros em 2013. O carro original foi construído pela Ford em 1955, quando apresentou o protótipo Lincoln Futura. Em 1959 o carro ganhou as tela no filme “Começou com um beijo”, e logo após brilhar no filme, o carro foi vendido por US$ 1 ao customizador George Barris. Uma década depois Barris foi contratado pela 20th Century Fox Television para criar um carro para Batman utilizar na série prevista para ser lançada no ano seguinte. Em 15 dias e com US$ 15 mil no bolso, o customizador usou a solução caseira e proporcionou mais um brilho para o Lincoln Futura, que se tornou um dos carros marcantes da história do herói.

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Foi da cabeça de Tim Burton que nasceu o modelo usado na sequência de filmes do cineasta, que apresentou um dos carros mais inspiradores da história do vigilante de Gotham Foto: Divulgação

Com o passar dos anos as histórias de Gotham City foram sumindo das telas, mas seguiam nos quadrinhos e animações, isso até 1989, quando Tim Burton traz de volta aos cinemas a história do orfão que cresce e resolve combater o crime. Diferente da versão alegre apresentada na televisão, Batman reaparece nos cinemas muito mais sombrio e denso, o que se reflete no Batmóvel. O carro apresentado nos dois filmes dirigidos por Burton causa um impacto imediato, desde sua primeira aparição. Sem utilizar nenhum chassi de carro já conhecido, o novo carro do homem-morcego foi completamente concebido na cabeça do diretor, que apresentou um carro totalmente preto o qual só era possível acessar pela parte de cima. Nesta versão o Batmóvel é muito mais que um meio de transporte, e se mostra em um carro totalmente tecnológico e uma das principais armas utilizadas por Wayne para combater os criminosos de Gotham.

Joel Schumacher foi o diretor responsável pelos dois piores filmes da história de Batman, e não foi diferente com o carro, ao menos não no utilizado em Batman Forever. O carro, redesenhado por Barbara Ling, ficou com a aparência de um sapato com asas, e talvez por isso não tenha merecido tanta atenção dos fãs da franquia. A situação melhorou um pouco dois anos depois, com o lançamento de Batman e Robin, de 1997. Schumacher deixou de lado o modelo do filme anterior e foi buscar inspiração em carros de corrida como Jaguar D. Type e o Delahaye 165. A melhora no carro não se refletiu no filme, considerado até hoje o pior de todos os já produzidos sobre a história de Batman, é até bom esquecer as bizarrices desse filme.

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Cristian Nolan foi o diretor responsável por uma das melhores sequências de Batman nos cinemas, e também o responsável por apresentar um carro totalmente novo e surpreendente. Foto: Divulgação

Mesmo com o esforço de Schumacher em destruir a boa imagem de Batman nos cinemas, o personagem resistiu e voltou a ter destaque graças a Christopher Nolan, que em 2005 iniciou a aclamada trilogia de Batman. Tal qual Tim Burton, Nolan também decidiu criar o próprio Batmóvel, e apresentou um dos mais impactantes carros vistos na história do personagem no cinema. Neste filme, Bruce Wayne dirige um carro superpotente e totalmente tecnológico, repleto de armas e blindagens, praticamente um tanque de guerra. Mas nesse modelo, nada de carona, já que o carro apresentado foi feito apenas para receber o motorista.

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